terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Definição de filho por José Saramago: 

     

    "Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".
                 

domingo, 11 de dezembro de 2011

                                             DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS



                                                                    -10 DE DEZEMBRO-
                                        
                                                                                                                             Isabel C.S.Vargas
                                            Para falar ao coração, são necessárias obras.

                                                                                  Padre A.Vieira



Frequentemente ouve-se as pessoas reclamarem que direitos humanos são para bandidos e não para todos os cidadãos. Fala-se, portanto, em direitos humanos como algo que vem para contemplar as pessoas,não como prática do cotidiano,que envolva uma postura de cada um.Isto significa que podemos estar invocando algo,que se formos analisar, nem quem invoca pode estar praticando.Temos que pensar em direitos humanos como exercício de cidadania,no dia a dia de cada pessoa e não apenas como direito inserido na legislação.Pressupõe a assimilação dos conceitos e a prática no cotidiano.


Envolve muito mais do que a proteção para os apenados, segmento à margem do convívio social, mas um comprometimento de cada um, posto que ninguém é racista, violento, preconceituoso por determinação genética, mas por assimilação de condutas e preceitos, no decorrer da vida.


É uma questão de postura diante do diferente. É a aceitação incondicional do outro como ser com as mesmas prerrogativas de direito.


Também não pode ser aceito discurso dissociado da prática, isto é as ações dos indivíduos tem de ser de acordo com o que prega.


Na realidade, tudo é uma questão de como o indivíduo entende a sociedade e como nela se posiciona e conduz suas ações. Pode envolver a discriminação através do que se fala ou de como agimos, com relação aos judeus, negros, orientais, mulheres, pobres em geral, portadores de deficiência, índios, homossexuais, ciganos, grávidas, idosos, só para citar alguns exemplos.


Muitas vezes são reproduzidos conceitos e ações discriminatórios, sem que o indivíduo deles tenha consciência, visto que no mundo atual as ações violentas se banalizaram.


Há que se pensar com mais amplitude e incluir na gama de direitos, o direito à paz, a educação para os direitos humanos (sobre isto discorreremos também) a uma natureza equilibrada, sadia sem comprometimento do futuro da espécie humana, o que pressupõe envolvimento de todos, participação consciente do indivíduo em sociedade, responsabilidade das instituições e do estado. ( em todas as esferas).Portanto,direitos humanos não é algo que tenha que ser imposto(embora previsto em tratados, convenções, acordos,constituição),mas é fruto de uma cultura democrática,tem que estar contemplado nas atitudes do indivíduo no cotidiano, contribuindo desta forma para a formação de hábitos e valores comprometidos com os direitos humanos,pois como já dizia Aristóteles,”realizando ações justas ou sábias ou fortes, tornamo-nos sábios,justos e fortes."






Publicado no blog.
Data;2011.12.07

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Selecionados para o livro " Palavras,versos, textos e contextos" para Portugal

É com imenso prazer que divulgo a listagem dos autores selecionados para o livro que será levado a Portugal pela escritora Janice França e será divulgado em eventos literários em fevereiro de 2012.
A grande e maravilhosa notícia é que resolvemos unir ao projeto de Portugal, o projeto da Suiça que já estava em andamento, e agora os textos e autores irão juntos para os dois países, formando uma grande corrente literária entre Brasil, Suiça e Portugal de nome " Palavras,versos,textos e contextos - Elos de uma corrente que nos une"

Segue abaixo os selecionados:

Amaury Nicolini
Elise Schifler
kamilla Soares
Osvaldo Junior
Zezé Barcelos
Joel Francisco Bustos Tellos ( Provincia de Canar)
Neri França Fornari Bocchese
Isartene Esunga (Angola)
Dhiogo José Caetano
Rogério Araújo
Isabel C.S.Vargas
Ina Melo




site do escritor.ning.com

OLHA O TREM...



Olha o trem...






Mais um dia estava começando. Uma jornada de trabalho findando. Estava cansado. A noite fora longa.
Maio é um mês que o frio e a umidade da região já começam a formar denso nevoeiro. Não gosto de nevoeiro. Encobre tudo ao redor. O céu, as estrelas, a lua e até os pensamentos.
O cérebro parece que esvazia, o barulho da máquina vai tomando conta e nos hipnotizando. Aí complica. Não dá para dormir.
Como deixar 40 vagões carregadinhos de cimento, madeira, cerâmica, mais os tanques de combustível ser guiado por um quase moribundo? Era assim que me sentia quando o sono chegava e não podia deixar que ele se instalasse.
Sempre fui um bom maquinista. Atento, pulso firme, responsável, cordial com os colegas na companhia. Afinal, era um bom emprego. Federal, com regalias, boa aposentadoria. E ela já se aproximava. Contava os meses que faltavam para chegar e ser a companheira de lazer, nas pescarias, nas viagens sem preocupações para o resto da vida.
Estes pensamentos até me deixava mais esperto, apesar da sonolência que permanecia.
Já estava próximo da penúltima estação. Mais um cruzamento e já estaria lá.
No tempo dos passageiros ali pegava muitos estudantes que iam estudar na cidade. Levantavam muito cedo os coitadinhos. Tinha até criança de seus 13 anos que iam até a estação em Pelotas e depois caminhavam até o colégio em diferentes pontos da cidade.
Atualmente, o que ocorria, de vez em quando, embora fosse proibido, era dar uma carona para alguém conhecido que se empoleirava junto na cabine. Hoje, para tirar o sono, bem podia ter sido um desses dias.
O trem estava se aproximando da casa de pedra junto aos trilhos, bem no cruzamento. Ali estava ela.
O apito! Devia ter apitado antes. Não podia vacilar. Está certo, era cedo. Não havia movimento no cruzamento esta hora, mas o sinal é obrigatório.
As árvores nas proximidades dos trilhos atrapalham a visão dos que passam naquele ponto.
Gostava de cumprir à risca as regras de segurança. Devia apitar bem antes para sinalizar que se aproximava. Na próxima jornada tomaria mais cuidado. Iria levar mais café. Um rádio de pilha, embora gostasse do papo interior desenvolvido na cadência do trem. Era como se a máquina colocasse seus pensamentos no rumo certo. Nos trilhos, como se costuma falar.
Desta vez, porém foi diferente. Os pensamentos saíram dos trilhos.
Só foi possível perceber quando arrastava metros à frente, o carro que não ouviu o apito do trem e atravessou os trilhos...






http://www.camarabrasileira.com/cve11-030.htm

Águas Benfasejas


 Isabel Cristina Silva Vargas
Pelotas / RS

Águas benfazejas

Mansas águas
Caudaloso rio
Divides margens
Fronteiras e seres
Generoso a todos alimentas
Divertes e encantas.
Em tua correnteza
Tranqüila e benfazeja
Trazes inspiração
E carregas aspirações
Nobres desejos de Paz Universal
 

sábado, 3 de dezembro de 2011

SABER AMAR

SABER AMAR


É carregar no ventre

Lançar ao mundo

Ensinar as primeiras palavras,

Passos, hábitos, caminhos

É respeitar espaços

Auxiliar no primeiro voo

Torcer para que tudo corra bem

E deixar a porta aberta

Para quem precisar voltar