Desde 2006 que mantenho o blog PENSAMENTOS DISPERSOS(http://www.isabelcsvargas.blogspot.com ou www.isabelcsvargas.com) onde estão colocados todos os textos que escrevi e que foram publicados em inúmeros sites bem como em jornais e livros(Coletâneas, Antologias, Seletas e outros). Após mais de 200 crônicas e pelo formato antigo do blog, por motivo de adequação às novas ferramentas oferecidas, criei este blog que me ampliará as possibilidades de comunicação.
domingo, 9 de março de 2014
MULHERES ENTRELAÇADAS
1. NO FACEBOOK
2.NO VIMEO
3. NA REVISTA BIOGRAFIA
Conheça nosso E-book Mulheres Entrelaçadas
https://www.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fvimeo.com%2F88461916&h=8AQG_5wvX
Mulheres Entrelaçadas [Revista Biografia]

Mulheres Entrelaçadas
Mulheres Entrelaçadas é um projeto criado por Dimythryus Padilha e apoiado Alexandra Magalhães Zeiner.
"O Projeto foi resgatado por intermédio de nossa Anfitriã a Presidente de Honra do AIEP, Alexandra Magalhães Zeiner, que através da escritora brasileira Clevane Pessoa teve contato com o Projeto encantando-se com a riqueza dos trabalhos e propondo-se a apoiá-lo e editá-lo em forma de E-book internacional.
Hoje, 08/03, foi lançada a antologia "Mulheres Entrelaçadas" em conjunto comENCONTRO DE BRASILEIRAS NO SUL DA ALEMANHA, onde reside nossa anfitriã; celebrando o Dia Internacional da Mulher, Mulheres Entrelaçadas coloca suas cores, poemas e olhares para delicadeza e garra de nossas mulheres", afirmou Dimythryus.
Durante o Encontro de Brasileiras no Sul da Alemanha, haverá a distribuição gratuita do E-book "Mulheres Entrelaçadas" a todos aqueles que estiverem presentes no lançamento.
O evento contará com a presença do Embaixador- Cônsul-geral do Brasil na Alemanha o senhor Antônio Carlos Coelho da Rocha. Será a primeira vez que a cidade receberá essa representação honrosa do Brasil.



Clique no link e conheça esse trabalho maravilhoso: Mulheres Entrelaçadas
2.NO VIMEO
3. NA REVISTA BIOGRAFIA
Conheça nosso E-book Mulheres Entrelaçadas
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Mulheres Entrelaçadas [Revista Biografia]

Mulheres Entrelaçadas
Mulheres Entrelaçadas é um projeto criado por Dimythryus Padilha e apoiado Alexandra Magalhães Zeiner.
"O Projeto foi resgatado por intermédio de nossa Anfitriã a Presidente de Honra do AIEP, Alexandra Magalhães Zeiner, que através da escritora brasileira Clevane Pessoa teve contato com o Projeto encantando-se com a riqueza dos trabalhos e propondo-se a apoiá-lo e editá-lo em forma de E-book internacional.
Hoje, 08/03, foi lançada a antologia "Mulheres Entrelaçadas" em conjunto comENCONTRO DE BRASILEIRAS NO SUL DA ALEMANHA, onde reside nossa anfitriã; celebrando o Dia Internacional da Mulher, Mulheres Entrelaçadas coloca suas cores, poemas e olhares para delicadeza e garra de nossas mulheres", afirmou Dimythryus.
Durante o Encontro de Brasileiras no Sul da Alemanha, haverá a distribuição gratuita do E-book "Mulheres Entrelaçadas" a todos aqueles que estiverem presentes no lançamento.
O evento contará com a presença do Embaixador- Cônsul-geral do Brasil na Alemanha o senhor Antônio Carlos Coelho da Rocha. Será a primeira vez que a cidade receberá essa representação honrosa do Brasil.



Clique no link e conheça esse trabalho maravilhoso: Mulheres Entrelaçadas
MEUS TEXTOS EM MULHERES ENTRELAÇADAS
֎ISABEL C S VARGAS
icsvargas@gmail.com
DOCES GUERREIRAS
Desejo falar sobre as mulheres de agora,
Mas que carregam em si muito daquelas de outrora,
Identificadas nos anseios,
Nos sonhos, nas dores.
Nas vitórias e nas derrotas,
Nos amores e desamores,
Na doação irrestrita aos filhos,
Na batalha constante pela sobrevivência
Para provar dia após dia,
Seu valor e competência.
Mulher forte, mulher guerreira
Ao mesmo tempo delicada como flor.
Prioriza o amor, sem ele não sabe viver
Capaz de suportar maior dor,
Sempre com sorriso aberto
SOBRE A MULHER
A cada ano, em datas especiais parece que obrigatoriamente
temos que falar algo, nos manifestarmos, exaltando conquistas
ou enfatizando carências.
Não é impositivo que assim seja.
Ao ensejo do dia 08 de março, não vou escrever sobre a história,
sobre atos heroicos, ou exaltação das qualidades femininas. Já
fiz isto em outras ocasiões.
Desejo ressaltar é aquilo que o médico psiquiatra e pesquisador
Dr. Augusto Cury denunciou em sua obra sobre a ditadura
cruelmente imposta às mulheres- a ditadura da beleza- impondo
um padrão de beleza universal que hoje não atinge só as
mulheres ocidentais, mas também os orientais, desconsiderando
biótipo, cultura, saúde física ou mental.
A mídia –impressa, ou televisiva- só valoriza a mulher que
corresponde ao que é exigido pelos anunciantes, pelos
patrocinadores, estilistas ignorando a mulher comum, normal.
A propaganda carregada de mensagens (explícita e subliminar)
atinge um imenso contingente feminino, de qualquer idade,
posição social ou cultura levando-as, a despeito da inteligência
de que são dotadas, a sentirem-se desvalorizadas, inferiores, se
não se enquadram nos padrões veiculados.
O mercado da publicidade, da moda e da beleza está atingindo
crianças, adolescentes, mulheres maduras causando danos
psicológicos, emocionais, físicos, enfermidades sérias como a
bulimia, anorexia e não raro causando até o suicídio.
O autor fala em síndrome do Padrão Inaceitável de Beleza que é
construído em cima de um padrão doentio, que exige acima dos
parâmetros normais de saúde, induzindo à baixa autoestima,
distorção da autoimagem, ansiedade, depressão, sensação de
fracasso, inadequação, desvalorização do aspecto físico, por não
se assemelhar ao que é imposto.
É algo maquiavélico. Quando as mulheres olham um simples
comercial de bolsa, sapato, roupas, sabonete, xampu,
desodorante, roupa íntima, maquiagem, perfume, esmalte,
cerveja e produtos masculinos elas não registram em seu
inconsciente só os produtos, suas especificações e vantagens,
M U L H E R E S E N T R E L A Ç A D A S | 24
mas as modelos, as mulheres que os apresentam também. Isto
reforça esta imagem. Só tem sucesso, só tem valor o padrão de
beleza apresentado. Por não se enquadrar na exigência, as
mulheres desenvolvem ansiedade, o que as induz ao consumo. É
o velho e conhecido capitalismo imperando e destruindo a
autoestima de milhões de mulheres.
Todas passam a consumir mais para tapar o buraco emocional
causado pela imposição de um padrão inatingível, que ignora
herança genética, cultural ou os danos emocionais que possam
causar.
O autor fala em ditadura interior, que distorce a crítica e a
realidade e cujo objetivo é promover a insatisfação. Quem está
satisfeito, está tranquilo, não cai nas chamadas ardilosas, não
precisa consumir em excesso para ser feliz.
O mais grave é que estas sequelas causadas pela imposição
midiática não se esgotam no presente necessitando de décadas
para serem superadas.
As mulheres esquecem que o padrão de beleza exigido ou
retratado no decorrer da história não era rígido estando ligado
aos aspectos culturais e de saúde ditados pela sociedade da
época. Hoje eles são ditados pelo consumo. A lei é ter mais e não
ser mais.
Creio que na data de hoje, além de prestar um tributo de
respeito às precursoras das lutas pela igualdade e valorização da
mulher, cada uma deveria ter um olhar mais lúcido e crítico sobre
tudo aquilo que aparece diante dos olhos procurando vender
juventude eterna e felicidade associada ao aspecto físico. Que
não se acredite em todas as fantasias vendidas nas revistas
femininas, nas quais as relações de consumo aparecem
mascaradas e todo anunciante aparece como um grande benfeitor
capaz de acabar com as mazelas de cada um.
Que o Dia Internacional da Mulher seja um dia de
valorização interior, de elevação de autoestima, de cultivo de
bom-humor, alegria, de respeito a si mesmo e as limitações de
cada um sejam aceitas como princípio fundamental e que
ninguém em função delas se ache indigno de ter sonhos, de lutar
por objetivos, de ser feliz e realizado.
icsvargas@gmail.com
DOCES GUERREIRAS
Desejo falar sobre as mulheres de agora,
Mas que carregam em si muito daquelas de outrora,
Identificadas nos anseios,
Nos sonhos, nas dores.
Nas vitórias e nas derrotas,
Nos amores e desamores,
Na doação irrestrita aos filhos,
Na batalha constante pela sobrevivência
Para provar dia após dia,
Seu valor e competência.
Mulher forte, mulher guerreira
Ao mesmo tempo delicada como flor.
Prioriza o amor, sem ele não sabe viver
Capaz de suportar maior dor,
Sempre com sorriso aberto
SOBRE A MULHER
A cada ano, em datas especiais parece que obrigatoriamente
temos que falar algo, nos manifestarmos, exaltando conquistas
ou enfatizando carências.
Não é impositivo que assim seja.
Ao ensejo do dia 08 de março, não vou escrever sobre a história,
sobre atos heroicos, ou exaltação das qualidades femininas. Já
fiz isto em outras ocasiões.
Desejo ressaltar é aquilo que o médico psiquiatra e pesquisador
Dr. Augusto Cury denunciou em sua obra sobre a ditadura
cruelmente imposta às mulheres- a ditadura da beleza- impondo
um padrão de beleza universal que hoje não atinge só as
mulheres ocidentais, mas também os orientais, desconsiderando
biótipo, cultura, saúde física ou mental.
A mídia –impressa, ou televisiva- só valoriza a mulher que
corresponde ao que é exigido pelos anunciantes, pelos
patrocinadores, estilistas ignorando a mulher comum, normal.
A propaganda carregada de mensagens (explícita e subliminar)
atinge um imenso contingente feminino, de qualquer idade,
posição social ou cultura levando-as, a despeito da inteligência
de que são dotadas, a sentirem-se desvalorizadas, inferiores, se
não se enquadram nos padrões veiculados.
O mercado da publicidade, da moda e da beleza está atingindo
crianças, adolescentes, mulheres maduras causando danos
psicológicos, emocionais, físicos, enfermidades sérias como a
bulimia, anorexia e não raro causando até o suicídio.
O autor fala em síndrome do Padrão Inaceitável de Beleza que é
construído em cima de um padrão doentio, que exige acima dos
parâmetros normais de saúde, induzindo à baixa autoestima,
distorção da autoimagem, ansiedade, depressão, sensação de
fracasso, inadequação, desvalorização do aspecto físico, por não
se assemelhar ao que é imposto.
É algo maquiavélico. Quando as mulheres olham um simples
comercial de bolsa, sapato, roupas, sabonete, xampu,
desodorante, roupa íntima, maquiagem, perfume, esmalte,
cerveja e produtos masculinos elas não registram em seu
inconsciente só os produtos, suas especificações e vantagens,
M U L H E R E S E N T R E L A Ç A D A S | 24
mas as modelos, as mulheres que os apresentam também. Isto
reforça esta imagem. Só tem sucesso, só tem valor o padrão de
beleza apresentado. Por não se enquadrar na exigência, as
mulheres desenvolvem ansiedade, o que as induz ao consumo. É
o velho e conhecido capitalismo imperando e destruindo a
autoestima de milhões de mulheres.
Todas passam a consumir mais para tapar o buraco emocional
causado pela imposição de um padrão inatingível, que ignora
herança genética, cultural ou os danos emocionais que possam
causar.
O autor fala em ditadura interior, que distorce a crítica e a
realidade e cujo objetivo é promover a insatisfação. Quem está
satisfeito, está tranquilo, não cai nas chamadas ardilosas, não
precisa consumir em excesso para ser feliz.
O mais grave é que estas sequelas causadas pela imposição
midiática não se esgotam no presente necessitando de décadas
para serem superadas.
As mulheres esquecem que o padrão de beleza exigido ou
retratado no decorrer da história não era rígido estando ligado
aos aspectos culturais e de saúde ditados pela sociedade da
época. Hoje eles são ditados pelo consumo. A lei é ter mais e não
ser mais.
Creio que na data de hoje, além de prestar um tributo de
respeito às precursoras das lutas pela igualdade e valorização da
mulher, cada uma deveria ter um olhar mais lúcido e crítico sobre
tudo aquilo que aparece diante dos olhos procurando vender
juventude eterna e felicidade associada ao aspecto físico. Que
não se acredite em todas as fantasias vendidas nas revistas
femininas, nas quais as relações de consumo aparecem
mascaradas e todo anunciante aparece como um grande benfeitor
capaz de acabar com as mazelas de cada um.
Que o Dia Internacional da Mulher seja um dia de
valorização interior, de elevação de autoestima, de cultivo de
bom-humor, alegria, de respeito a si mesmo e as limitações de
cada um sejam aceitas como princípio fundamental e que
ninguém em função delas se ache indigno de ter sonhos, de lutar
por objetivos, de ser feliz e realizado.
Revista Biografia: Mulheres Entrelaçadas [Revista Biografia]
Revista Biografia: Mulheres Entrelaçadas [Revista Biografia]: Mulheres Entrelaçadas Mulheres Entrelaçadas é um projeto criado por Dimythryus Padilha e apoiado Alexandra Magalhães Zeiner. &quo...
sábado, 8 de março de 2014
ANTOLOGIA PORTAL CEN FEVEREIRO 2014
XI Antologia Virtual Portal CEN - "Cá Estamos Nós"
Fevereiro 2014.
Selo de participação

ISABEL C S VARGAS
Pelotas(RS)Brasil
O DESTINO DE KELLY
¨¨¨¨ ¨¨¨¨ ¨¨¨¨
SOU...
Sou pouco e sou muito.
Sou um simples ser mortal,
Sou o sopro divino que habita em todos nós.
Sou minha carga genética,
Sou o que vivencio,
Sou o meio que me acolhe,
Sou minhas escolhas
Sou o tanto de sonho
Que me torna sempre viva,
As recordações que me inspiram,
A esperança que me empurra para frente,
A voz que ora cala, ora grita
E, muitas vezes, silencia
Para não espantar os que me cercam.
Sou essa voz interior
Que nas piores horas sussurra em meu ouvido,
Dá-me força, levanta-me e não deixa sucumbir.
http://www.caestamosnos.org/autores/autores_i/Isabel_C_S_Vargas.htm

Pelotas(RS)Brasil
O DESTINO DE KELLY
Certo dia ao ir a em seu mecânico para consertar a moto, Tadeu deparou-se com um ajudante da oficina que não conhecia. Era novo ali. Parecia meio imaturo no falar e nas atitudes. Enquanto aguardava ficou conversando com o rapaz que lhe confidenciou que precisava de uns trocos para comprar uns “bagulhos”. Foi, então, que Tadeu percebeu que o que observara não era imaturidade, mas alguém agindo sob efeito de alguma substância não legal em todos os sentidos. Mais surpreso ficou quando o jovem ofereceu para ele comprar sua mascote que não tinha condições de cuidar, pois não tinha quem ficasse com ela e não poderia levá-la sempre para o trabalho, conforme lhe advertira o empregador.
Tadeu nem pensou muito, de imediato tratou o valor e levou consigo o animalzinho. Uma cachorra baia, de raça. Em sua família haviam perdido o mascote que tinham. Foi fácil aceitarem a nova companheira, que passou a morar em sua casa. Deram-lhe nome, arrumaram um cantinho para ela que logo se tornou pequeno devido ao seu tamanho avantajado.
Era uma cachorra dócil, amiga, companheira. Convivia pacificamente com a gata que a família de Tadeu já possuía.
Certa vez ela fugiu, Ficaram desesperados, mas logo a encontraram.
Outra ocasião passou meses em uma outra casa onde morava o pai de seus filhotes. Voltou para casa. Mas a estada em outra casa logo se repetiu. Foi fazer companhia para a avó de Tadeu em um bairro distante. Passados alguns meses ela fugiu.
Aí, como já se mostravam desinteressados pela companhia do pobre animal não se interessaram em procurar. Deram-na como desaparecida e fim de história.
Uma pessoa amiga não se conformou com o sumiço da cachorra. Com a permissão dos donos, ou ex-donos, passou a procurá-la. Fez cartazes e colocou nos postes no bairro onde ela estava antes de desaparecer. Colocou avisos e cartazes nos bares. Não demorou muito para um telefonema indicar onde estava a fujona. Lá foi Mariana pegar a companheira, pois como ela frequentava assiduamente a casa de Tadeu, ela tinha além de intimidade profundo carinho pela Kelly (esse é seu nome).
Constatou que era uma senhora sozinha que a tinha encontrado. A princípio assustara-se pelo seu tamanho, mas logo percebeu seu temperamento dócil e amigo. Morava dentro da casa e fazia-lhe companhia. Entregou, não sem pesar para Mariana que também sentiu pena da solidão da senhora. Até pensou em deixar Kelly com ela, mas seu sentimento falou mais alto. Levou-a consigo. Ficou com ela. Era sua companheira também. Circunstâncias a fizeram mudar de sua casa para um apartamento, impossibilitando a permanência de Kelly no local devido às regras do condomínio.
Quando abaixo os olhos e a vejo estendida aos meus pés, questiono o que o destino ainda lhe reservará?
¨¨¨¨ ¨¨¨¨ ¨¨¨¨
SOU...
Sou pouco e sou muito.
Sou um simples ser mortal,
Sou o sopro divino que habita em todos nós.
Sou minha carga genética,
Sou o que vivencio,
Sou o meio que me acolhe,
Sou minhas escolhas
Sou o tanto de sonho
Que me torna sempre viva,
As recordações que me inspiram,
A esperança que me empurra para frente,
A voz que ora cala, ora grita
E, muitas vezes, silencia
Para não espantar os que me cercam.
Sou essa voz interior
Que nas piores horas sussurra em meu ouvido,
Dá-me força, levanta-me e não deixa sucumbir.
http://www.caestamosnos.org/autores/autores_i/Isabel_C_S_Vargas.htm

http://caestamosnos54.blogspot.com.br/2014/03/xi-antologia-portal-cen-ca-estamos-nos.html
sexta-feira, 7 de março de 2014
MEU TEXTO EM ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 111
Pelotas / RS
Nos lugares da vida
Lugares de encontros e desencontros
Ruas onde se perdem sonhos
Dantes sonhados nas praças da infância.
Risos, brincadeiras, ilusões,
Eternos nos lugares da memória
Não quebrados nas tortas esquinas
Onde se chocam tristezas e desilusões
da imensidão que se chama vida
nascida aos poucos,
ora vivida aos bocados,
outras de supetão
sem medida nem comedida.
Ruas, praças, esquinas
Lugares onde me escondo, me perco
ou me encontro.
Depende do momento vivido
Ou do sonho que acalento.
MEU TEXTO EM CONTOS DE VERÃO 2014
Pelotas / RS
O destino de Kelly
Certo dia ao ir a em seu mecânico para consertar a moto, Tadeu deparou-se com um ajudante da oficina que não conhecia. Era novo ali. Parecia meio imaturo no falar e nas atitudes. Enquanto aguardava ficou conversando com o rapaz que lhe confidenciou que precisava de uns trocos para comprar uns “bagulhos”. Foi, então, que Tadeu percebeu que o que observara não era imaturidade, mas alguém agindo sob efeito de alguma substância não legal em todos os sentidos. Mais surpreso ficou quando o jovem ofereceu para ele comprar sua mascote que não tinha condições de cuidar, pois não tinha quem ficasse com ela e não poderia levá-la sempre para o trabalho, conforme lhe advertira o empregador.
Tadeu nem pensou muito, de imediato tratou o valor e levou consigo o animalzinho. Uma cachorra baia, de raça. Em sua família haviam perdido o mascote que tinham. Foi fácil aceitarem a nova companheira, que passou a morar em sua casa. Deram-lhe nome, arrumaram um cantinho para ela que logo se tornou pequeno devido ao seu tamanho avantajado.
Era uma cachorra dócil, amiga, companheira. Convivia pacificamente com a gata que a família de Tadeu já possuía.
Certa vez ela fugiu, Ficaram desesperados, mas logo a encontraram.
Outra ocasião passou meses em uma outra casa onde morava o pai de seus filhotes. Voltou para casa. Mas a estada em outra casa logo se repetiu. Foi fazer companhia para a avó de Tadeu em um bairro distante. Passados alguns meses ela fugiu.
Aí, como já se mostravam desinteressados pela companhia do pobre animal não se interessaram em procurar. Deram-na como desaparecida e fim de história.
Uma pessoa amiga não se conformou com o sumiço da cachorra. Com a permissão dos donos, ou ex-donos, passou a procurá-la. Fez cartazes e colocou nos postes no bairro onde ela estava antes de desaparecer. Colocou avisos e cartazes nos bares. Não demorou muito para um telefonema indicar onde estava a fujona. Lá foi Mariana pegar a companheira, pois como ela frequentava assiduamente a casa de Tadeu, ela tinha além de intimidade profundo carinho pela Kelly (esse é seu nome).
Constatou que era uma senhora sozinha que a tinha encontrado. A princípio assustara-se pelo seu tamanho, mas logo percebeu seu temperamento dócil e amigo. Morava dentro da casa e fazia-lhe companhia. Entregou, não sem pesar para Mariana que também sentiu pena da solidão da senhora. Até pensou em deixar Kelly com ela, mas seu sentimento falou mais alto. Levou-a consigo. Ficou com ela. Era sua companheira também. Circunstâncias a fizeram mudar de sua casa para um apartamento, impossibilitando a permanência de Kelly no local devido às regras do condomínio.
Quando abaixo os olhos e a vejo estendida aos meus pés, questiono o que o destino ainda lhe reservará?
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