sábado, 21 de janeiro de 2012

Texto que escrevi em 2008. Republico no presente...

ETERNO APRENDENTE


                                                                                  
“Eu chorei porque não tinha sandálias, até que vi um homem que não tinha os pés”.
Provérbio árabe


              O processo de aprendizagem e crescimento pessoal deve ser contínuo e  todos devemos estar em constante aprendizado independente de idade e de situações vivenciadas. É isto que tenho observado no cotidiano.
Mesmo com sentimentos e emoções diversas que podem confundir é importante sempre extrair lições dos fatos, das perdas, das dores e /ou das pequenas coisas. É bom evitar precipitação, dar tempo ao tempo para que haja assimilação de novas realidades.
No decorrer da vida passamos por várias etapas distintas, como de introspecção, de percepção, de reconhecimento e de expansão ou partilha dos resultados deste processo.
Não é necessário clausura, isto é afastamento de tudo e de todos, pois a observação, a troca, a escuta atenta enriquecem. Neste período posso dizer que observando os pássaros reiterei minha convicção do inestimável valor da liberdade; os cães me mostram a importância da alegria, da companhia, do carinho, do cuidado, da proteção e segurança.
Os acontecimentos que podem parecer destituídos de importância educativa e encarados como meros acontecimentos sociais servem para mostrar que se desejarmos conquistar algo, temos que lutar por isto, agir com este intento, fazer nossa parte com responsabilidade e não creditar à boa ou má sorte, sua obtenção ou não. O pensamento, a ação e o resultado estão intimamente ligados.
Os amigos nos fazem sentir especiais pela energia, carinho e apoio que nos dão mesmo quando permanecem ao largo, dando-nos tempo e espaço para desconstrução e reconstrução. A ordem é esta mesma porque perdas significativas causam um impacto muito grande, nos desestruturam, reafirmando o óbvio, a importância da família.   Percebemos que há sintonia e identificação mesmo à distância, o que sem dúvida nos conforta, dá segurança e nos faz sentir gratos.
A vida não pára com isto ocasionando mudanças, pequenas ou grandes não importa, mas que propiciam inovar, transformar, refazer, reaprender, reciclar, somar, equilibrar para chegar a um resultado harmonioso.
A inocência das crianças, em especial a minha neta–que sempre me encanta com suas manifestações inteligentes-ao exclamar encantada, o quanto é maravilhoso poder ver o eclipse lunar no pátio de casa me mostra mais uma vez que é preciso olhar para o céu, para as coisas mais elevadas, para a natureza ao invés de só olhar para a terra, ou para o próprio umbigo alimentando as próprias dores e perceber o quanto temos para agradecer, até mesmo pelas mudanças que parecem só trazer escuridão, mas na realidade indicam uma possibilidade de crescimento de aprendizado de fortalecimento na medida em que entendemos a mensagem clara, simples, real de que ao invés de lamentar pelo que não temos mais devemos agradecer pelo muito que tivemos ou desfrutamos. Daí surge, naturalmente, um sentimento de paz, de tranqüilidade, de aceitação ao constatarmos o que sempre esteve evidente diante de nossos olhos: Primeiro, que nada dura para sempre, segundo, sempre as coisas poderiam ser piores do que são.
Diante disto, é hora de seguir em frente para onde a vida nos levar.
                                                                                 


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